domingo, 4 de maio de 2008

Figueira é campeão do Catarinense


Cento e vinte minutos de muita emoção. Assim foi a final do Campeonato Catarinense 2008 disputada hoje, entre Criciúma e Figueirense. O resultado? 3 a 1 para o Criciúma na primeira etapa. Mas veio a prorrogação e o Figueirense soube aproveitar a única oportunidade dos minutos finais e marcar o gol que deu o 15º título do campeonato ao time da Capital.

O gramado acumulava muita água e dificultava as condições de jogo. Foi perceptível, logo no início do jogo, que a disputa seria decidida em erros do adversário. Em uma partida muito travada, o primeiro lance perigoso foi aos 14 minutos do primeiro tempo, quando Beto, do Criciúma, fez um lançamento para Valdeir que dividiu com zaga do Figueirense e caiu, mas o árbitro não viu irregularidade no lance e prosseguiu com a partida.

Aos 20 minutos,o Figueira deu a resposta. Claiton Xavier recebeu bola na direita do ataque do alvinegro, fez a jogada e chutou forte no canto direito do goleiro Zé Carlos. A bola ainda tocou na trave antes de entrar. Figueira 1 a 0.

O Criciúma esboçava uma reação, chegando ao gol do adversário sempre em bolas paradas. Mas o goleiro Wilson defendia todas. Mas a estratégia deu certo aos 38 minutos do primeiro tempo. Em uma falta cobrada na área do Figueirense e o zagueirão Cláudio Luiz, de 1,98m de altura, subiu na primeira trave, desviou de cabeça no canto esquerdo do goleiro Wilson para empatar a partida. Já nos acréscimos do primeiro tempo, em uma saída de bola errada do Tigre, Asprilla roubou a bola, avançou pela esquerda do ataque do Figueira e cruzou rasteiro, mas Edu Salles furou e não conseguiu concluir para o gol.

No início da etapa complementar, Jean Coral fez boa jogada pelo lado direito da defesa do Figueirense e sofreu falta. O goleiro do Criciúma, Zé Carlos, foi para a cobrança, mas a bola bateu na barreira.

Aos 14 minutos do segundo tempo, depois de várias tentativas de conclusão do ataque do Criciúma, a zaga do Figueirense não conseguiu afastar a bola, que sobrou livre para Zulu. O atacante, que estava em posição duvidosa, virou a partida para o Criciúma. Com o gol de Zulu, o Tigre vencia por 2 a 1.

O Figueirense tentava a vitória e acabava abrindo espaço para o Tigre, que continuava a chegar no contra-ataque e nas bolas aéreas. Aos 31 minutos do segundo tempo, em um novo cruzamento para o Criciúma, do lado esquerdo do ataque, Cláudio Luiz não precisou nem sair do chão para cabecear e marcar o terceiro do Criciúma. Como no Campeonato Catarinense o saldo de gols nos dois jogos da final não define o Campeão, a vitória do Criciúma levou o jogo para a prorrogação.

Cansados e nervosos, os jogadores das duas equipes esperavam que nada seria definido ali. A decisão era certa nos pênaltis. Até que, aos quatro minutos da segunda etapa da prorrogação, Marquinhos deu o passe para Bruno Santos marcar e enterrar de vez o sonho do Tigre de erguer a taça.

O jogo foi dominado pelo Criciúma. O resultado foi favorável ao Figueirense. Talvez o regulamento é que não esteve ao lado do time do Sul. O primeiro jogo, disputado na semana passada, ficou 1 a 0 para o Figueirense. Mas, hoje, o Criciúma ganhou no tempo normal por 3 a 1. E por que não levou o título? O único campeonato do Brasil que tinha um regulamento assim. Mas, fazer o quê? As direções aceitaram o regulamento e começou o Catarinão. Então, não tem mais o que fazer. O Figueira é o novo Campeão.